Temporada dos pinguins já registra 20 resgates na Região dos Lagos


Instituto Albatroz orienta moradores e turistas a não tocar nos animais e acionar equipe especializada ao encontrá-los nas praias.


Em 20/07/2026

TEMPORADA DOS PINGUINS REGISTRA 20 RESGATES NA REGIÃO DOS LAGOS

Instituto Albatroz orienta moradores e turistas a não tocar nos animais e acionar equipe especializada ao encontrá-los nas praias.

Redação Prensa de Babel

Pinguim-de-Magalhães resgatado pelo Instituto Albatroz durante a temporada de migração na Região dos Lagos.
Instituto Albatroz já resgatou 20 pinguins-de-Magalhães na Região dos Lagos e orienta população sobre como agir ao encontrar os animais nas praias I Imagem: Divulgação

A temporada de migração dos pinguins-de-Magalhães já resultou no resgate de 20 animais vivos na Região dos Lagos desde meados de junho. As aves foram encontradas debilitadas nas praias de Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo e encaminhadas ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Albatroz, em Araruama.

Os resgates são realizados pelo Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), executado pelo Instituto Albatroz como parte das condicionantes do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras, sob fiscalização do Ibama.

Entre junho e outubro, os pinguins-de-Magalhães deixam a Patagônia em direção ao litoral brasileiro em busca de alimento e águas mais quentes. Durante a viagem, muitos chegam às praias exaustos, doentes ou com hipotermia, necessitando de atendimento especializado para aumentar as chances de sobrevivência.

Segundo o Instituto Albatroz, ao encontrar um pinguim na faixa de areia, a população não deve tentar devolvê-lo ao mar, alimentá-lo, colocá-lo em recipientes com água ou gelo nem manuseá-lo para fotografias.

A médica veterinária do Instituto Albatroz, Daphne Goldberg, explica que esses animais costumam chegar debilitados e qualquer intervenção inadequada pode agravar o quadro.

“É fundamental ressaltar a importância de não tirar fotos com animais encontrados na natureza, especialmente aqueles que estão feridos ou debilitados. Esses animais já estão experienciando altos níveis de medo e ansiedade, e manipulá-los para fotos pode, não apenas intensificar essas sensações, como também agravar quaisquer ferimentos que possam ter.”

A orientação também vale para tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos encontrados nas praias da região. Caso o animal esteja vivo ou morto, o Instituto recomenda acionar imediatamente a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 991 4800.

Quando o pinguim estiver nadando próximo à costa, a recomendação é apenas observar à distância. De acordo com os especialistas, o animal pode estar descansando, se alimentando ou tentando retornar ao mar por conta própria.

Monitoramento diário

Na Região dos Lagos, o Instituto Albatroz monitora 25 praias, distribuídas por aproximadamente 54 quilômetros de litoral entre Búzios, Cabo Frio e parte de Arraial do Cabo. As equipes percorrem diariamente as praias a pé e com quadriciclos em busca de animais marinhos que necessitem de atendimento.

Criado em 2003, o Instituto Albatroz atua na conservação de aves marinhas e mantém uma base em Cabo Frio desde 2014, além de unidades em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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